MÚSICAS GERADAS POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E DIREITOS AUTORAIS: DESAFIOS REGULATÓRIOS E PERSPECTIVAS JURÍDICAS

Autores/as

  • Luciano da Silva Barreto Autor/a
  • Diego da Silva Sales Autor/a
  • Augusto Eduardo Miranda Pinto Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.6020/wxb9f253

Palabras clave:

Direitos autorais, Inteligência artificial, Música; Autoria, Regime jurídico sui generis

Resumen

Este estudo investigou como a legislação autoral vigente trata músicas geradas por inteligência artificial (IA), por meio de uma revisão sistemática conduzida nas bases Scopus e Web of Science, no período de 2015 a 2025, com base no método PRISMA. Foram identificados 83 artigos, dos quais 13 atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a amostra final. Os resultados evidenciam que o ordenamento jurídico autoral permanece ancorado na centralidade humana, exigindo a participação de pessoa física no processo criativo como condição para a proteção. Ainda que parte da literatura admita interpretações mais flexíveis, especialmente em contextos de maior autonomia dos sistemas, persistem lacunas quanto à definição de originalidade, intencionalidade e ao papel jurídico dos prompts e dos dados de treinamento. No campo regulatório, destacam-se três principais caminhos: a proposição de um regime jurídico sui generis, a adoção de ajustes incrementais nas normas existentes e a implementação de mecanismos compensatórios voltados à redistribuição de valor. Diante desse cenário, conclui-se que o modelo autoral vigente não responde de forma adequada às criações musicais geradas por IA, demandando a construção de soluções normativas que conciliem a centralidade humana com as novas
dinâmicas tecnológicas, sob pena de insegurança jurídica e desequilíbrio no ecossistema criativo.

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Publicado

2026-05-07

Número

Sección

Articles

Cómo citar

MÚSICAS GERADAS POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E DIREITOS AUTORAIS: DESAFIOS REGULATÓRIOS E PERSPECTIVAS JURÍDICAS. (2026). Interscienceplace, 21, 249-262. https://doi.org/10.6020/wxb9f253

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